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quarta-feira, 9 de julho de 2014

A Copa por quem não entende

Mesmo não entendendo muita coisa de futebol, estava nítido que a Seleção Canarinho não daria conta de chegar à final. Não falo isso à toa já que desde antes do início da Copa do Mundo o que se via era um cenário desfavorável para a realização desse evento e mais ainda, por conta de uma situação política conturbada que se envolveu numa série de "saias-justas" na organização do mundial.

Tirando o meu pessimismo e ceticismo em relação à vitória brasileira nessa copa, o que se viu é o reflexo de um time despreparado, reflexo de um Brasil em que tudo se dá um jeitinho. Como já foi falado por alguns comentaristas, a seleção não pode pensar que de na "hora H" tudo vai se resolver, que as cinco estrelas bordadas na camisa vai intimidar o adversário. É como se uma pessoa quisesse passar numa prova da OAB, por exemplo, sem se preparar pra isso ou como um candidato à uma vaga na faculdade de medicina que passa o ano inteiro sem estudar e pensar que vai ser o primeiro da lista.

Na minha opinião, chegar à semi-final foi pura sorte, já que o futebol apresentado passou longe de ser aquele que encantou muita gente no passado.

Não fico triste com a eliminação, nem chateado com o resultado da partida, apenas lamento pelos milhares de torcedores que choraram e que buscaram no futebol um refúgio para tentar se livrar de tanto sofrimento o qual estão submetidos todos os dias.

Como David Luiz disse ao final da partida: "O que eu queria era ver o povo feliz".

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Invertendo valores

O mundo mudou. Sim, é verdade, o mundo mudou. Claro que nesse universo de mudanças, existem aquelas boas e as ruins. Vamos falar um pouco da segunda opção, mais precisamente, sobre a inversão de valores.

Certa vez, ouvi dizer que vai chegar um dia que passeando pela rua vamos ver o poste fazendo xixi no cachorro. Agora, falando sério, esse é um mal que afeta o mundo, principalmente, no Brasil onde tudo pode ser feito sem que haja remorso ou peso na consciência.

Pais e mães são tratados como um nada, queimados como se não sentissem dor; os professores são tratados como se fossem a mais ignorante das criaturas, desafiados como se fossem subir num ringue; ladrões fazem o que querem, afinal de contas, na prática não há punição. Quem pode se dizer livre? Quem pode dizer que vive em segurança?

Liberdade e segurança são só pra quem tem dinheiro, pra quem pode pagar para ter esse  "benefício", porque o cidadão que levanta cedo e trabalha todos os dias vive com medo, vive em função das vontades dos que detém o poder.

Até nos protestos que andam/ andaram acontecendo é possível notar essa troca de valores, uma vez que manifestantes foram presos, ao passo que adolescentes infratores são liberados para continuarem praticando crimes.


O Brasil pode ser maravilhoso, terra de muita diversidade, terra de muitas riquezas e de clima agradável, mas chega um momento em que ver as mesmas coisas acontecerem repetidamente, cansa. Ser brasileiro é ótimo, mas as vezes causa vergonha!



quarta-feira, 8 de maio de 2013

Educação para todos

Verificar o passado, transformar o presente e garantir o futuro, Esse é um dos fundamentos ao estudarmos a história. Seja de uma civilização, de uma cidade, nação, ou de uma pequena parte do passado. Isso vale, também, para a história da educação.

Vasculhar diários de classe, cadernos antigos, programas pedagógicos e tudo o que for útil para identificar as mudanças ocorridas, ao longo dos anos, no processo educacional brasileiro. Essas são algumas medidas que podem nos ajudar a entender o motivo pelo qual a educação do Brasil encontra-se tão mal (estagnada) e como agir para que mudanças - positivas - aconteçam.

Se todos tem acesso à educação, como diz o governo, então porque não investir em qualidade? Não é difícil ver nos jornais que falta mão de obra especializada no mercado e, com isso, quem sai perdendo somos nós mesmos, que deixamos passar boas oportunidades de emprego ou remuneração, gerando a necessidade de importar profissionais qualificados para ocupar as vagas disponíveis.

Basta olhar para trás e notar que o que falta para o povo é uma boa educação. Então, se não estudarmos a nossa história, aprender com nossos erros e tentar mudar o futuro, nunca conseguiremos andar pra frente.

Acorda, Brasil!

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Educação mental

Falar de educação no Brasil se tornou tão difícil, não por ser um assunto complicado, mas porque ela deixou de ser importante. O que podemos classificar como lamentável.

Quando se fala em educação, logo vem aquela ideia pré-estabelecida de que ela "vai de mau à pior", mas ninguém quer pensar em uma solução prática e a culpa acaba sobrando para os professores, quase por obrigação, que suprir a falta de educação familiar. Aquele negócio de "educação a gente traz do berço".


Talvez, por isso, a necessidade de boas universidades, que estimulem seus futuros professores a fazerem a diferença numa sociedade que se acostumou a não pensar e a não agir diante das dificuldades.


Obviamente que, não basta termos professores bons e comprometidos, se eles não tiverem uma boa estrutura de trabalho. Isso implica em dizer: melhores salários, escolas bem estruturadas, bons materiais didáticos, etc.

Está comprovado: professores bem estimulados conseguem ensinar mais e melhor... e os estudantes agradecem.