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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Não pergunte, faça!

Ah, o capitalismo! Sistema cruel e impiedoso. Exige demais do ser humano visando apenas os números, as dezenas, as centenas, os milhares...

Triste pensar que esse sistema econômico tira a vida de quem precisa de dinheiro para suprir as próprias necessidades e isso reflete no mercado de trabalho, que se torna tão cruel quanto a economia. Não é difícil ir até uma fábrica, um comércio ou um escritório para buscar emprego. Não é difícil conseguir o emprego em si, o problema é se manter nele.

O fato é que a exigência de mercado é grande e ela obriga que você, mero mortal, apenas faça, faça e faça, sem o direito de questionar ou saber os porquês. Por que fazer tal trabalho? Por que tal coisa funciona de um jeito e não de outro? Por que devo fazer assim e não diferente? Apenas faça!

Quem não se encaixa nesse formato não serve, porque quem pergunta ou quer entender o funcionamento das coisas se torna uma ameaça e isso não é bom. O que acontece, geralmente, é uma espécie de perseguição e esse funcionário acaba por não ter a chance de desempenhar todo o seu potencial.

Ah, o capitalismo!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Visto sim

Sem dúvida o dinheiro é o que movimenta o mundo, não é a toa que o chamamos de "capitalista". É impressionante como o dinheiro tem influência sobre quase todas as coisas que fazemos atualmente. Por exemplo, com dinheiro, podemos nos livrar da cadeia, conseguir amigos, namoradas (os), ser famosos e também moldar o próprio estilo.

Talvez quem sofra mais com a falta de dinheiro são as crianças que dependem, em tudo, dos pais, mais ainda quando falamos de roupas. No começo, aquele conjuntinho que a tia deu no aniversário do sobrinho, sirva como uma salvação para o bolso dos pais do menino ou da menina, que é obrigada a usar, sem ter a chance de questionar a beleza dos trajes.

Aos olhos dos pais, "ficou uma gracinha"; das crianças mais velhas, "garotinho da mamãe"; do irmão mais velho, "ridículo"; do irmão mais novo, "quero ser igual a ele quando crescer". Agora, o que pensa o dono da roupa?

Quando a criança cresce e começa a trabalhar, o dinheiro entra e o guarda-roupa se renova. Agora as roupas que eram dadas pelos parentes mais próximos, começam a dar lugar às peças mais personalizadas e que dizem muito sobre o estilo da pessoa. Caso ela não seja do tipo conservadora, é quase certo comentários do tipo: "Parece que você está com as calças cheias (cagado)!" ou "Esta roupa é muito apertada/ não serve pra você!".

Interessante que se você é pobre, ter estilo é ser ridículo, mas se você é rico, ter estilo é ser "estiloso". Quem não se lembra do visual do Ronaldo "Fenômeno" durante a Copa do Mundo do Japão, em 2002? Ou então da fruteira que Carmem Miranda carregava na cabeça?

Tente sair na rua com um corte de cabelo parecido com o do Ronaldo ou com um "chapéu" igual ao da Carmem Miranda. Provavelmente, a reação das pessoas será de espanto e, de brinde, você ainda será julgado pelos outros.

Por mais estranho que possa parecer, o Fenômeno fez moda com seu corte "Cascão". O sucesso, talvez, seja fruto de sua fama e dinheiro, assim como a ilustre Carmem Miranda e seus estranhos apetrechos.