quarta-feira, 19 de junho de 2013

Coisas que aprendi

Das coisas mais simples e cotidianas é que aprendemos as maiores lições da vida. Talvez, por isso que os provérbios chineses sejam tão simples e tão profundos.

Mas falando um pouco daquilo que sempre gostei e que estou reaprendendo a gostar, também é possível tirar algumas lições. Isso mesmo, andar de skate também traz ensinamentos que se pode levar para a vida e é isso que quero compartilhar. Para não estender aí vão cinco coisas que aprendi em cima do carrinho:


1 - Cair faz parte: As quedas sempre ensinam que o homem não foi feito para viver na horizontal, mas sim na vertical, posição em que se pode olhar além, de maneira a contemplar o que está por vir. Além disso, as quedas nos tornam mais fortes e revelam onde estamos errando, ou seja, temos a oportunidade de consertar as próprias falhas.

2 - Ficar feliz com o sucesso do outro: É totalmente diferente de ter inveja, por que esse sentimento é prejudicial, tanto para quem o tem quanto para a pessoa que é alvo. Se alegrar com o sucesso do outro é compartilhar de um mesmo sentimento: o de vitória, de dever cumprido. Afinal, acertar uma manobra, comprar um carro, uma casa não é fácil e requer muita perseverança e foco num objetivo.

3 - Devemos nos superar a cada dia: Como já disse Emicida: "Cada dia é uma chance pra ser melhor que ontem" e isso requer de nós superação, esforço para evoluir e sermos pessoas boas. Talvez seja por isso que os idosos são tidos como pessoas experientes, como quem já sabe de todas as dificuldades da vida, mas nem por isso se desesperam.

4 - A prática leva à perfeição: Pra tudo que nos dispomos a fazer, o ideal é que façamos bem, mas pra isso é necessário dedicar tempo, porque ninguém aprende algo da noite pro dia - nem mesmo algumas pessoas que encontramos por aí. Por exemplo, Yamandú Costa, Robison Miguel (ambos violonistas); Ayrton Senna, Schumacher; Bill Gates, Steve Jobs ... enfim, todos eles se dedicaram para serem bons. E esse princípio serve pra nós também ou será que ser mediano está bom?

5 - Mantenha o foco: De que adianta traçar metas, elaborar planos e não chegar ao fim? Manter o foco é tão importante quanto ter sonhos, porque quem não sonha não vive! Manter o foco dos objetivos é ter motivo para lutar sem desistir, mesmo que o final não seja tão feliz mas, ainda assim, a experiência negativa traz benefícios como maturidade.

Além desses cinco pontos, existem outros que poderiam ser citados, lições que nos engrandece, independente se você anda ou não de skate, se você pratica algum esporte ou não.


quarta-feira, 5 de junho de 2013

Falando de música


Músicas, músicas e mais músicas... todos os dias surgem músicas novas, mas nem todas são tão promissoras ou resistentes ao teste do tempo. Este que serve como um selo de qualidade e atesta o quão boa é tal canção.

Mas independente se a música é boa ou não, com arranjos extremamente técnicos ou só bem executadas, algumas traduzem uma parte da realidade ou, então, falam diretamente conosco. É algo particular e varia de pessoa pra pessoa, ou seja, o sentimento que fulano tem ouvindo uma composição é totalmente diferente de ciclano.

Para exemplificar, podemos citar algum sertanejo que fale da vida no campo: o sentimento de alguém que viveu da terra e desfrutou de tudo que ela pode oferecer é diferente do que um garoto da cidade vai sentir. Isso porque não faz parte da realidade que esse garoto vive.

Por outro lado, temos músicas que valem para jovens, adultos, homens, mulheres e, enfim, se encaixam numa determinada área da vida, como no caso da "falta de tempo" que atinge a todos - culpa da globalização.

A música abaixo fala um pouco disso. Ouça e reflita como estamos gastando ou investindo nosso tempo.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Quando a gente ama...

... É difícil esquecer, é difícil mudar o foco dos pensamentos, é difícil nos afastar. Isso porque o sentimento fala mais alto que a razão, mas será que existe um ponto em que isso se torna doentio? Acredito que não... desde que o sentimento seja puro.

O mais difícil para quem ama, talvez, seja a distância. Ou seja, impossibilitado de demonstrar a alegria e a satisfação de estar ao lado daquilo que te dá tanto prazer. Não digo viver da saudade, porque a memória é sempre recente e parece que tudo aconteceu ontem.

Contemplar seus movimentos, sua arte, sua beleza. Não existe nada melhor para elevar a auto-estima, nos fortalecer e nos revigorar. Lógico que, às vezes, nos machucamos, guardamos marcas daquilo que um dia nos causou dor, mas nada importa, pois o que vale é o sentimento puro e verdadeiro.

Estar junto com os amigos, contar piadas ou até mesmo, ficar de bobeira sem fazer nada. Todos unidos, cada um com sua história, mas com um sentimento em comum: o amor pelo skate. Não tem quem pague esses momentos em cima do carrinho.

Skate, nós te amamos.


quarta-feira, 8 de maio de 2013

Educação para todos

Verificar o passado, transformar o presente e garantir o futuro, Esse é um dos fundamentos ao estudarmos a história. Seja de uma civilização, de uma cidade, nação, ou de uma pequena parte do passado. Isso vale, também, para a história da educação.

Vasculhar diários de classe, cadernos antigos, programas pedagógicos e tudo o que for útil para identificar as mudanças ocorridas, ao longo dos anos, no processo educacional brasileiro. Essas são algumas medidas que podem nos ajudar a entender o motivo pelo qual a educação do Brasil encontra-se tão mal (estagnada) e como agir para que mudanças - positivas - aconteçam.

Se todos tem acesso à educação, como diz o governo, então porque não investir em qualidade? Não é difícil ver nos jornais que falta mão de obra especializada no mercado e, com isso, quem sai perdendo somos nós mesmos, que deixamos passar boas oportunidades de emprego ou remuneração, gerando a necessidade de importar profissionais qualificados para ocupar as vagas disponíveis.

Basta olhar para trás e notar que o que falta para o povo é uma boa educação. Então, se não estudarmos a nossa história, aprender com nossos erros e tentar mudar o futuro, nunca conseguiremos andar pra frente.

Acorda, Brasil!

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Não apenas palavras

O que é ler? Qual a sua importância? Como fazer boas leituras? Para quem gosta, um imenso prazer, por outro lado, um martírio para aqueles que não tem o costume da leitura ou que faz por obrigação.

Importante é perceber que a leitura vai muito além das palavras escritas ou impressas nos livros, revistas ou, ainda, em cadernos. Ler é, também, compreender o mundo a sua volta, entender o que se passa ou acontece nos mais variados setores da sociedade em que vivemos.

Entender o mundo é fundamental para que a escrita, na sua forma mais simples, seja eficaz. Através desse entendimento é que poderemos contextualizar nossas obras e tornar a escrita mais rica e, talvez, mais profunda, no sentido de trazer informações relevantes para quem as lê.

Por fim, fazer uma boa leitura é saber fazer críticas, saber analisar situações e tirar lições delas, independente se essa situação é boa ou ruim.


quarta-feira, 10 de abril de 2013

Educação mental

Falar de educação no Brasil se tornou tão difícil, não por ser um assunto complicado, mas porque ela deixou de ser importante. O que podemos classificar como lamentável.

Quando se fala em educação, logo vem aquela ideia pré-estabelecida de que ela "vai de mau à pior", mas ninguém quer pensar em uma solução prática e a culpa acaba sobrando para os professores, quase por obrigação, que suprir a falta de educação familiar. Aquele negócio de "educação a gente traz do berço".


Talvez, por isso, a necessidade de boas universidades, que estimulem seus futuros professores a fazerem a diferença numa sociedade que se acostumou a não pensar e a não agir diante das dificuldades.


Obviamente que, não basta termos professores bons e comprometidos, se eles não tiverem uma boa estrutura de trabalho. Isso implica em dizer: melhores salários, escolas bem estruturadas, bons materiais didáticos, etc.

Está comprovado: professores bem estimulados conseguem ensinar mais e melhor... e os estudantes agradecem.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Refletindo a vida

Por que será que grandes nomes ou grandes personalidades morrem de forma estranha? É estranho pensar que tantos artistas, mesmo com tudo que o dinheiro pode comprar sofrem de problemas, talvez, simples de serem resolvidos ou que poderiam ser evitados.

Não sei de todos os casos, mas para ilustrar: Kurt Cobain foi encontrado morto com um tiro na cabeça, Jimmy Hendrix se afogou no próprio vômito, Michael Jackson teve overdose de remédios para alívio de dores, Cazuza e Renato Russo morreram de Aids (esse não é simples de se resolver, mas poderia ter sido evitado), além de tantos outros...

Se a vida humana é tão frágil, porque então, não se cuidar para que ela seja duradoura? Quando vemos pessoas largadas nas ruas, sem muitas condições de mudar de realidade, ficamos com dó, mas, muitas vezes, não temos pena quando violamos nossa própria integridade. Fazemos coisas que nos prejudicam e não nos importamos com as consequências.

A morte do cantor Chorão foi uma surpresa, mas algo que, quem o conhecia, tinha ideia de que não demoraria muito a acontecer. Logicamente que, a realidade dele, não muda o sentimento dos fãs, da mesma maneira que não muda essa minha condição (de fã).

Penso que essa morte foi um desperdício... de talento, de referência e de musicalidade. Hoje me pergunto: Qual banda, nas condições atuais do cenário musical brasileiro, assumirá o posto que o Charlie Brown Junior deixou, já que o que vemos/ temos são bandas solúveis?

NOTA: Essa é uma pequena reflexão e uma simples forma de homenagear um artista que teve influência em grande parte da minha vida. Que levantou a bandeira do esporte que amo (skate) e que fez músicas que estão gravadas na minha memória. Descanse em paz, Chorão!